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Comunidade do Campo D’una presente na primeira Oficina Participativa para a Revisão do Plano Diretor de Garopaba

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No encontro, os presentes foram convidados a expor através de um mural colaborativo o que acreditam ser pontos fracos e potencialidades de Garopaba

A sede do Campinense E.C. ficou lotada nesta segunda-feira (20), para a primeira Oficina Participativa para a Revisão do Plano Diretor de Garopaba. A reunião proposta para a região 1 incluía as comunidades da Ressacada, Campo D’una, Limpa e Grama, para debater as necessidades da cidade.

Uma breve explanação sobre os aspectos a serem considerados antecedeu a formação de grupos e a distribuição de fichas de cor rosa e verde, que simbolizavam os pontos “fortes” e os pontos “fracos” de Garopaba. Assim, os presentes preencheram conforme seu debate o que esperam para o novo documento que regulamenta a vida de Garopaba.

Entenda mais sobre o que é um Plano Diretor aqui:

Os temas propostos para análise dos moradores foram:

  • 1) atividades turísticas;
  • 2) aspectos sociais;
  • 3) equipamentos urbanos/serviços públicos;
  • 4) infraestrutura urbana;
  • 5) meio ambiente;
  • 6) forma e ocupação urbana;
  • 7) atividade econômica;
  • 8) influência regional e
  • 9) aspectos culturais.

“Esse é o diagnóstico comunitário. Afinal, são as pessoas que estão no dia a dia e sabem o que está bom, e o que precisa ser melhorado”, informa a arquiteta e urbanista Michelle Souza Benedet, representante da equipe da Fundação Unisul, responsável pelo processo de Revisão do Plano Diretor de Garopaba. 

Os principais pontos levantados pela comunidade foram:

  • Falta de saneamento básico – soluções que livrem as lagoas da região de receber os efluentes tratados
  • Revisão do zoneamento da cidade, através de melhor definição de áreas de Preservação Permanente (APPs), protegendo lagoas, rios, banhados, dunas e montanhas
  • Gestão, coleta e reciclagem de resíduos sólidos ineficiente e proposta de incentivo à compostagem de resíduos orgânicos
  • A municipalização da Rodovia SC 434 para melhorias
  • Melhorias no transporte público municipal
  • Não verticalização da cidade – não liberação do terceiro pavimento
  • Proteção e incentivo à Agricultura Familiar

“Esperamos que nossa voz seja considerada!”

Após a colocação das fichas no mural, a reunião foi encerrada. O que deixou alguns participantes na expectativa de um debate ou proposição mais consistente. “Para ser construído um diagnóstico preciso sobre a cidade, é necessário tempo e análise das informações. Faltaram informações para a população e tempo para debater assuntos nesta complexidade”, relata o morador Marco Aurélio Silvestre, Arquiteto e Urbanista presente no evento.

“Esse primeiro momento de oficina senti como um processo participativo fake. A oficina não é suficiente, a metodologia não está legal. Estamos fazendo uma análise bem superficial. Precisamos saber como estes bairros estão neste plano diretor atual, como está prevista a ocupação atual, para a gente ver se está bom ou não, pois não estamos criando um novo plano diretor. Faltou a gente conseguir observar e trabalhar em cima de mapas, observando os espaços e colocando nossas propostas nele”, aponta a moradora Elisa Serena Gandolfo Martins, Professora de meio ambiente do IFSC Garopaba e Doutoranda em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental pela UDESC.

“Eu já estive em muitos processos participativos e acho que tínhamos que ter sido mais bem direcionados. Depois de propor os pontos fortes e fracos no pequeno grupo, deveríamos ir para o grande grupo e, a partir desta discussão, passar para um segundo momento de propostas. E qual a próxima parte? Em que momento vamos poder fazer as propostas?

Não foi uma oficina participativa. Chamar a comunidade para falar sobre pontos positivos e negativos não é participação de fato. A comunidade precisa discutir e fazer propostas. O que é positivo para mim, não é positivo para o outro. E a gente só consegue elaborar propostas se a gente puder discutir e este momento não existiu”, completa a moradora.

“Na minha visão, acredito que faltou um mapeamento, com mapas do local e uma melhor organização das informações. É um pouco preocupante que só tenhamos levantado pontos mais ligados ao aspecto econômico da cidade e não de qualidade de vida em si”, comenta outra moradora, que prefere não se identificar.

Mais de 150 pessoas participaram do encontro.

Ressacada pede proteção à Agricultura Familiar

A comunidade da Ressacada preparou uma exposição de produtos artesanais, locais e orgânicos no espaço, pedindo a preservação das águas, montanhas e a manutenção da lei que permite apenas dois pavimentos na cidade. A Agricultura Familiar é uma atividade de grande impacto econômico na região e depende, diretamente, da luz solar, água de qualidade e espaços disponíveis para o cultivo.

“Em sua explicação inicial, a equipe da Unisul falou sobre “áreas vazias” no território. Mas aqui não temos vazios! Temos sim, áreas de vegetação nativa e agricultura familiar, que devem ser protegidas. De que vazios estamos falando? A partir do momento que ela fala em “vazio” como algo negativo, ela já está induzindo uma urbanização com casas e vias e etc. nestes espaços, que hoje estão cumprindo uma função muito importante na comunidade. Estão fazendo a manutenção do equilíbrio de nosso ecossistema e garantindo a segurança alimentar”, questiona a professora Elisa Martins.

Próximos passos

Segundo os representantes da Unisul, responsável técnica pelo processo de revisão do Plano Diretor de Garopaba, os dados serão compilados, juntamente com as informações obtidas através de consulta pública online para a elaboração das propostas a serem apresentadas na Audiência Pública nº2.  

Confira o Cronograma e participe!

Saiba mais!

Por Glaucia Rosa Damazio
Redação Saberes

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