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Comunidade da Ressacada se reúne para Oficinas de Saneamento Básico

segunda reuniao na ressacada
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A comunidade também debateu sobre as unidades de tratamento de esgoto descentralizadas para a cidade de Garopaba. Uma alternativa para o plano de saneamento do município.

Na última segunda-feira (18/07), a convite da Associação Comunitária Ressacada Nosso Paraíso, o grupo Garopaba Viva levou até a sede do bairro, a segunda oficina sobre Saneamento Básico. Desta vez, o tema foi o sistema de tratamento natural de esgoto integrado com Wetlands.

A comunidade também debateu sobre as unidades de tratamento de esgoto descentralizadas para a cidade de Garopaba. Uma alternativa para o plano de saneamento do município.

“As Oficinas sobre saneamento na Ressacada foram muito produtivas. Avançamos no aprendizado sobre os problemas de uma ETE centralizada e aprendemos de forma clara e didática a solução. Esta envolve tratamentos descentralizados em cada bairro com wetlands na fase final antes das águas retornarem aos seus ecossistemas de origem, essencial para retroalimentar o lençol freático, que é a fonte de abastecimento de água pra população”, comenta um dos membros grupo Garopaba Viva.

“Vimos exemplos da eficiência deste tipo de sistema em outras cidades e até uma tecnologia local para tratamento eficiente em cada residência.”

“A solução é tratar o esgoto o mais próximo da fonte geradora”.

No encontro, profissionais da área trouxeram a sua visão sobre o tema, como o Arquiteto e Bioconstrutor Marco Aurélio Souza Silvestre. “O sistema descentralizado de tratamento do esgoto é simplesmente a implementação de estações compactas localizadas no local da demanda, sendo de forma individual ou coletiva, que segue os parâmetros de legislação NBR 12209/2011. É uma alternativa eficiente, econômica e sustentável para grandes estações de tratamento de esgoto centralizadas que exigem quilômetros de infraestrutura de fornecimento, tempo de execução a longo prazo, entrega cara e insegurança ambiental”, informa.

“Do ponto de vista dos custos de implantação, a centralização, onera o investimento nas estruturas sanitárias, pela inversão de capital em ligações prediais, redes, interceptores, emissários e estações de bombeamento. Esse acréscimo dos custos é de até 60%, gerando grandes impactos sociais, econômicos e ambientais. A cidade de Garopaba já conta com algumas estações de tratamento descentralizadas em residências, condomínios e pousadas. A população está cada vez mais interessada em implementar este tipo de sistema de saneamento, nosso compromisso é atender essa demanda para contribuir pela qualidade de vida das pessoas e a regeneração do meio ambiente”, finaliza Marco.

A Comunidade da Ressacada deve continuar se mobilizando para se informar e poder contribuir de maneira mais assertiva com a Revisão do Plano Diretor de Garopaba.

“Sabemos que a luta é de todos os bairros, e reflete também na nossa cultura. Esperamos que a Casan, o Executivo e o Legislativo esqueçam o tratamento centralizado e elaborem a solução descentralizada nos bairros e em cada residência, bem mais ecológica e sustentável. As comunidades e técnicos estão juntos pra ajudar nesse desafio”, pontua o morador, que prefere não se identificar.

Em nota oficial, a Prefeitura de Garopaba informou que em função das inúmeras contribuições obtidas durante as oficinas de participação comunitária, a fundação UNISUL demandará mais tempo do que o previsto para a compilação das informações levantadas, portanto informo que o Cronograma de Revisão do Plano Diretor foi alterado.

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Por Redação Colaborativa Saberes
Edição e Imagens: Glaucia Rosa Damazio

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