Polinizadores: quem são e qual sua importância

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Todos os seres na natureza desempenham um papel, embora alguns ganhem mais credibilidade e sejam mais bem aceitos pelos humanos. Vamos falar sobre os tão importantes polinizadores, que ora são vilões e ora são mocinhos.

A polinização é uma parte indispensável do processo de reprodução das plantas. Sem ela, as plantas não dariam frutos, o que afetaria toda a vida do planeta – inclusive a humana. É importante entender que, na natureza, todos têm o seu papel. E quanto mais biodiverso é o ecossistema, mais equilibrado ele fica.

Abelhas, besouros, moscas e aves

No grupo das Abelhas, Vespas e Moscas, as abelhas ganham destaque porque são as maiores polinizadoras, alimentam-se de néctar, larva e pólen, procuram pétalas vistosas e são capazes de distinguir cor, odor e silhueta. Plantas que evoluíram com as abelhas possuem cores azul e amarelas, são vistosas e brilhantes.

As moscas polinizam flores malcheirosas e frequentemente escuras.

Mariposas e borboletas são atraídas por uma combinação de visão e odores, geralmente polinizam flores menores, a maioria das mariposas são noturnas e são atraídas por flores brancas ou pálidas. Borboletas frequentemente polinizam flores de cor laranja ou vermelhas.


Entre as aves, a principal é o beija-flor. São atraídas por flores grandes, com néctar abundante e pouco viscoso.

Alguns exemplos são: Brinco-de-princesa, Maracujá, cactos, etc. Os Morcegos se alimentam de néctar, fruto e pólen. Procuram por flores grandes, fortes, odor azedo e com néctar abundante, as flores são fracamente coloridas em função do hábito noturno, exemplo: Bananeiras, mangueiras, sisal, etc.

Vento e água também são polinizadores

Além dos organismos vivos, o vento e a água são bons polinizadores também. O vento é muito eficiente quando há um grande número de indivíduos da mesma espécie, as plantas tem flores de cor pálida, são frequentemente inodoras e não produzem néctar, as pétalas são pequenas ou ausentes e os sexos separados. Uma das vantagens desse tipo de dispersão é que a planta não despende de energia para produção de recompensas nutritivas para seus visitantes.

A água foi um dos primeiros veículos de dispersão e são eficientes até hoje para diversos grupos, como os musgos e algumas plantas aquáticas.

Seja também um polinizador! Plante, optando sempre por espécies nativas na região e preserve os polinizadores!

Liandra R Damazio
Bióloga – CRBio 129027

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
RAVEN, P. H., EVERT, R. F. & EICHHORN, S. E. Biologia Vegetal. 5ª ed. Guanabara
Koogan, RJ. 1996

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